A complexidade da conduta humana

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INSTITUTO DE ESTUDOS CRIMINAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Brasil, terra do samba, futebol, crack...e muitas obras importantes!

"Prefeitura do Rio gastará R$ 5 milhões na reforma do Sambódromo.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/06/22/prefeitura-do-rio-gastara-5-milhoes-na-reforma-do-sambodromo-924744020.asp#ixzz1Q1faSXLS © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A."

O cenário mundial está sendo pautado, há meses, pelas resistências internacionais entre Irã, Síria e EUA, o que inclui conflitos sobre a manipulação de urânio para fins nucleares (pesquisa ou armamento) e incursão da política norteamericana nas terras mulçulmanas para por fim – supostamente - a governos tirânicos, que violam os princípios democráticos e os direitos humanos.

De outra ordem, os olhares vigilantes da Ordem Mundial estão focados nas inseguranças econômicas de alguns países europeus como Grécia e Portugal. Nesta face política, de natureza econômica-global, percebe-se um incômodo generalizado tendo em vista a possível fragilização da moeda do bloco europeu, que aliás já dá sinais visíveis de declínio. Fala-se em saída de Portugal da Comunidade Européia, como também da continuidade ou não dos aportes financeiros oriundos dos bancos internacionais (FMI E BM).

Enquanto isto, o Brasil sinaliza avanço contínuo, em velocidade significativa, mas claro que obedecendo as suas metas internas, prioritariamente o controle inflacionário, que atinge os gastos públicos, e o fortalecimento da moeda. Para a comunidade internacional o Brasil está esbanjando vitórias, tanto que recebe cada vez mais investimentos, seja no campo industrial como meramente cambial.

Esta discussão passa, certamente, pelo debate acerca da soberania , pois questões internas estão sofrendo constante avaliações de países vizinhos ou não, especialmente os que integram os grupos econômicos (G8, G20...). Se os países com elevados riscos – pelo menos no que tange os critérios de estabilidade econômica – dependem de ajuda externa, é também verdade que são submetidos a determinações sobre as políticas públicas de interesse de seus povos. Assim, uma ajuda de bilhões de dólares significa cumprimento de regras que condicionam o empréstimo, como já ocorrera com o Brasil, principalmente nos governos civis pós-militarismo, visando fortalecer os incentivos internos de produção industrial e agrícola.

Todavia, estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Fortaleza..., demandam, há anos, investimentos na área social, a fim de atender prioridades de grupos vulneráveis e que são claramente dependentes de políticas inclusivas. Investimentos de várias natureza, como potencialização para o mercado de trabalho (investimento em escolas públicas técnicas de boa formação), assistência à saúde (investimento em hospitais e construção de novos postos de atendimento imediato), fortalecimento da educação (qualificação da estrutura física e humana das escolas públicas), habitação populares (ampliação de unidades habitacionais populares, como opção de moradias em morros e encostas, viadutos...), entre outros investimento de igual importância.

Desta forma, no Brasil, como se detecta em inúmeras pesquisas (IBGE), pode-se afirmar, com máxima tranqüilidade, que estas demandas são históricas, e que elevado número de pessoas recorrem a hábitos subumanos para sobreviver e viver (moradia nas ruas, moradia em favelas, hospitais sem leitos, escolas sucateadas, crédito a partir de juros elevadíssimos...). A própria classe média (hoje chamadas de CM1 e CM2 recorrem aos serviços privados, seja da educação ou saúde, por serviços medianos e preços elevados). Assim sendo, não há novidade alguma!

Correlacionando estas questões as problemáticas macro políticas, que circula entre a economia e soberania, temos a situação do Estado do Rio de Janeiro, que, como cidade “maravilhosa” possui contradições profundas, sócio-econômicas, e um rol largo de deficiências básicas de seus cidadãos, que dizem respeito à qualidade de vida. Problemas como escolas destituídas de infra-estrutura; deficiência do número de escolas por número de habitantes, principalmente no norte e nordeste; hospitais públicos em péssimas condições, para atendimento de emergência ou internação; usuários de drogas nas ruas das cidades e insuficiente números de abrigos de qualidade; penitenciárias sem condições de potencialização produtiva do condenado, a fim de lhe permitir a própria obtenção de renda, sem ter que praticar crimes nos meios urbanos; elevação dos salários de professores da rede pública, dos policias civis e militares; entre outras inúmeras prioridades máximas.

Na cidade do Rio de Janeiro perseguimos pessoas usuárias de drogas para internação, sem que se crie políticas efetivas de “recuperação”, ao mesmo tempo que um número de obras são realizadas, com gastos previstos astronômicos, licitadas ou não, para efetivação de um Cenário de Ordem Urbana, como se afirma recorrente o Secretário Municipal da “Ordem Pública”, hoje um cargo muito mais importante que o da Educação, Saúde, Trabalho e Assistência Social, igualando-se, apenas, ao do Secretário de Estado de Segurança Pública.

Está-se atendendo determinações internacionais para projetos desportivos, mas não se percebe compromisso efetivo com a qualidade de vida das pessoas, principalmente as mais vulneráveis. Quais são, então, as verdadeiras fontes de inspiração dos poetas e dos secretários de governo? De fato, não são as mesmas!...Brasil, meu Brasil brasileiro....

Consulte: http://www.crprj.org.br/publicacoes/jornal/jornal22-drogadiccao.pdf

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