Neste último final de semana, especificamente no dia 01 de agosto de 2010, na madrugada de domingo para segunda, o jovem José Roberto Vicente de Oliveira Filho, com apenas vinte anos de idade, mostrou ao mundo o seu poder destrutivo, indo além da própria saúde, atingindo fisicamente sua mãe e seu pai. Certamente que o jovem já os havia atingidos durante todo o tempo que, segundo as notícias veiculadas, dedicava-se a deliciar-se com o sabor das drogas. A relação familiar, por certo abalada, já estava possivelmente comprometida, e não resistiu a força destrutiva que as drogas proporcionam. Claro, temos drogas lícitas, que são resposáveis pela riqueza cada vez maior de inúmeras empresas (as que comercilizam cerveja, cigarros, cachaça, vodka...), mas é necessário perceber que um quantitativo imenso de jovens relacionam-se com as drogas como algo que deixou de ser nocivo, quando na verdade a cocaína e o crack atingem severamente o corpo humano. Daí, os estados precisam trabalhar subjetivamente, em termos de campanhas sérias e não hipócritas, e objetivamente, com a criação de centros de intervenção, tratamento...
Vítimas das drogas, são todos os envolvidos: usuários (eventua ou recreativo), dependente, família, o vendedor de ponta, que geralmente é pobre alvo mais fácil da repressão policial...
Casos como o ocorrido neste fim de semana devem traduzir as tragédias urbanas e não urbanas provocadas pela disseminação da indiferença às drogas, sejam lícitas ou ilícitas. Não dá para simplesmente aceitar propagandas com novas roupagens: "Beba moderamente!" ou "A pirataria alimenta o tráfico de armas e de drogas...".
Demonstrar os resultados trágicos à saúde e família é fundamental, e o Estado, como gestor, deve assumir este papel, mesmo que isto signifique a diminuição do lucro de grandes impérios. O adolescente, como o jovem, talvez precise de maior atenção para este papel da conscientização dos prejuízos físicos e familiares que as drogas proporcionam, pois de um simples "experimentar" pode haver um "mergulho profundo", e como é comum as incertezas e inseguranças nesta fase juvenil, as políticas públicas devem ser direcionadas e claras! Que seja feita a vontade consciente, de todos os riscos e consequências. Agosto de 2010. Aderlan Crespo
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