A complexidade da conduta humana

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Consciência versus Impulso

INSTITUTO DE ESTUDOS CRIMINAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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sexta-feira, 27 de março de 2020

Reflexões sobre o conhecimento e a ação humana. Aderlan Crespo



  1. O sistema encefálico
                O conhecimento é uma parte fundamental da vida humana. Toda pessoa nasce, se desenvolve e se prepara a vida independente. Todavia, esta existência se potencializa a partir do processo de formação e desenvolvimento de cada Ser e este processo de formação e desenvolvimento depende dos conhecimento adquiridos ao longo da vida. O pensamento, a ideia e o desejo se sempre estão imbricados na realização do agir humano.

        O presente texto tem por objetivo apresentar uma análise do que seja conhecimento e, em conseqüência, os aspectos físicos e psíquicos da ação humana. A ação humana é um produto da simbiose complexa do Eu constituído e mundo externo. Cada indivíduo é um produto da vida coletiva, mas há que se atingir, ainda que duvidosamente, a constituição particular de cada indivíduo. Cada um seria um Eu próprio e autenticamente diferenciado dos demais. Será?

             É possível afirmar quando se deu o surgimento do sujeito pensante na história, capaz de racionalizar inteligentemente a sua capacidade e a vida ao seu redor. Este sujeito, após o desenvolvimento do saber, tornar-se-ia, no futuro, um Ser possuidor de uma consciência autêntica.

        O alcance desta consciência individualizante seria derivada de um complexo processo de formação social, que relaciona direta e permanentemente o Ser e ambiente externo (seu grupo direto de convivência, os meios formais de formação, as referências religiosas existentes, as ideias contidas nos livros..).  

            Eis, portanto, indagações pertinentes:

a)    O processo de formação de um Eu individualizado (único entre todos os seres), possuidor de uma consciência autêntica, transforma realmente, em algum momento da vida, o Ser em alguém puramente único, imune as influências externas a que foi e é submetido?
b)    Ou, todos somos em grande parte produto do meio social vivenciado ao longo da vida, iludidos de que nos diferenciamos de todos os demais em conteúdo e forma de pensar e agir?
c)          Qual o real poder das forças externas sociais sobre o indivíduo?


            Em sua obra “O mistério da consciência”, António Damásio afirma: mesmo sendo verdade que o aprendizado e a cultura alteram a expressão das emoções e lhes conferem significados, as emoções são processos determinados biologicamente, e dependem de mecanismos cerebrais estabelecidos de modo inato, assentados em uma longa história evolutiva”.
           
            São indagações que nos mantém em dúvida, pois a razão é própria da condição humana, mas a estrutura mental (conhecimentos, desejos...) é resultado de um processo de formação realizado por agentes externos, desde a infância. A consciência é um elemento humano, mas o conhecimento adquirido por processos produtores de um ser completo e complexo é de fato indeterminado.

            A sugestão desta reflexão é sobre o modo como nos preparamos e nos tornamos para viver em sociedade, a partir de conhecimentos capazes de dar a cada um a consciência autêntica, e sobre a qualidade de nossas ações a partir de cada  processo de formação individual (ética e subjetiva), bem como o sobre o papel que os conhecimentos adquiridos interferem na existência individual.

            A vida coletiva sugere que tenhamos uma aquisição ética, adquirida ao longo do crescimento, possível por  meio de uma formação direcionada a um tipo adequado de pessoa, com capacidades individuais que permitam pensar, agir e orgulhar-se, isto é, viver com o mínimo de frustrações e o máximo de felicidade, além da aceitação e aprovação coletiva. Ao fim destas supostas fases de formação, deveria haver o suposto  resultado prático:  a felicidade obtida pela força individual, resultado da consciência autêntica. Afinal, pressupõe-se, desde a Filosofia Clássica, que cada um busque sua felicidade, como meta universal da condição humana, e uma pessoa feliz contribui positivamente para a felicidade do outro. O inverso também se aplica. Para Aristóteles a regra seria: todo ser humano pode ser bom se conhecer a bondade. Para Kant: aja como sua ação se torne uma regra universal, independente de suas vontades próprias. A regra para Kant seria o necessário ético, não a felicidade individual.

            Eis, novas indagações:

a)    A consciência autêntica e ética seria possível, mesmo que sejamos  forjados e modelados por fontes exógenas diversas e com conceitos e  valores diversos?
b)    Haverá um conceito máximo de felicidade, capaz de servir de paradigma a todos os seres humanos?
c)    Qual a melhor de viver que conduza a tal felicidade?
            
            É bem possível que a consciência autêntica, sendo aquela que  cada um possua como única e própria, não passe de uma ilusão convincente, que aceitamos como forma de nos acalentar, a qual defendemos arduamente de críticas externas, como se cada uma de fato a possuísse, e que nos tornasse verdadeiramente um ser subjetivamente único. Tal questão não apresenta respostas exatas, mas nos conduz a ideia de que a luta por uma consciência autêntica é fundamental na jornada individual da vida, mesmo que virtudes e regras morais devam ser universais.
  
            Embora a individualidade (enquanto Ser Único) possa ser relativa (Ser como produto complexo de vários fatores de influência formadores do Ser), é importante a ideia de individualidade. A ideia de individualidade (Ser Único com conteúdo subjetivo único)  nos torna fortes e possuidores de valores próprios, e estes valores devem ser demonstrados ao longo da vida como pertencente somente ao Ser Único.  Na medida em que nos relacionamos na vida coletiva percebemos que há uma necessidade de nos colocarmos como nós mesmos, sem máscaras (embora a psicologia social afirme que a persona seja constituída de várias máscaras, as quais utilizamos em ambientes e situações próprias) .

            Desta forma a coexistência admite a diferença entre os seres humanos. Admite que cada um é único na sua forma de pensar e viver. Viver e defender as próprias ideias é uma saga irreversível. Portanto, pensar na individualidade a partir da consciência autêntica é subjetivamente possível e positivo. A questão é se de fato o conteúdo desta consciência é única, considerando que há padrões e regras utilizados pelos meios de formação  pessoal (família, escola, religião...). Podemos afirmar que há uma evidente relação entre a formação da consciência autêntica e o conhecimento, posto que é a partir do conhecimento adquirido que nos formamos.

            Pelo ponderado até o momento, antes de considerarmos a existência da consciência autêntica, torna-se fundamental conhecermos o objeto do referido processo de formação, isto é, o conhecimento. O conhecimento é produzido e divulgado no ambiente externo e apropriado por cada indivíduo. Com o conhecimento nos tornamos e agimos. E, por fim, “Somos” aquilo que conhecemos e realizamos.

            Mas, como conhecemos? O que é conhecimento? O que devemos e podemos saber? Como devemos usar o conhecimento?

            Inicialmente, torna-se, por uma questão didática, fundamental construirmos uma nítida noção do que seja “conhecimento”. Eis, portanto, a primeira ponderação formal-conceitual deste texto. Então, vejamos...

            A vida está baseada na informação, no processamento individual da informação (recepção, interpretação, conclusões e ações), que gera o conhecimento, e conseqüentemente no agir humano.

            O encéfalo é o aparelho físico deste processo formado pelo cérebro e também o sistema nervoso, dentre outras partes. A capacidade de entendimento dos fatos e das ações resultantes desta capacidade  só é possível pela força da razão humana. A razão humana se apresenta como o complexo físico-intelectual que fundamenta a existência e a finalidade do intelecto.
  
            As forças subjetivas que atuam sobre esta capacidade de entendimento estão nas estruturas não físicas do aparelho psíquico. Desta forma, há sim uma ligação subjacente entre a estrutura física e a mente. Seria, pois, o cérebro a máquina e o aparelho psíquico o seu núcleo não-físico, compreendido como a mente ou mesmo, como a consciência. A mente pode ser entendida como a potência ativa dos desejos controláveis ou incontroláveis. O sistema nervoso interliga todas estas forças a partir dos elementos celulares da vida humana, mais precisamente pela ação dos milhões de neurônios que se comunicam. Assim sendo, a informação, o conhecimento e a ação humana tornam-se altamente complexo e profundamente ainda indefinido, cujos estudos serão, provavelmente, infinitos. Para Karl Popper “o conhecimento é portanto essencialmente conjetural, sendo impossível a certeza definitiva”.
           
            Os estudos destes objetos científicos são desenvolvidos pela neurociência e a neuropsicologia, como um somatório de conhecimentos voltados a busca por mais  informações  sobre a formação e o funcionamento da atividade cerebral, racional e intelectual do ser humano. Por estas múltiplas formas de conhecimento científico, nas quais existem variáveis evidentes, podemos admitir que o ser humano é capaz de conhecer, mas não de forma absoluta. E esta capacidade o torna em condições de processar o conhecimento, interpretá-lo e utilizá-lo segundo suas escolhas.

            Toda informação se apresenta aos sentidos humanos e, de imediato, é processado, seja inicialmente por sua aparência e forma, ou por seu conteúdo visivelmente decifrável, ou ainda por métodos experimentais eficientes. Portanto, fato, aparência, interpretação e conhecimento se interligam e movem o interesse humano. Este conhecimento ao ser processado fundamenta a ação humana.

            No entanto, a recepção da informação pode desencadear uma reação racional ou emocional. Eis aqui uma questão francamente frágil ao poder humano: o efetivo controle de suas reações, pelas quais tanto podem determinar reações razoáveis  e aceitáveis, segundo os juízos sociais, como também reações emocionais desproporcionais, refutadas e inadmissíveis segundo os valores e regras sociais vigentes. Ainda que sejam lícitos, determinados fatos  podem provocar desajuste e desequilíbrio emocional. A reação pode significar um sofrimento temporário ou permanente para aquele que se depara com o fato indesejado que causa imediata repulsa. Mas esta repulsa revela o complexidade do fenômeno sistêmico, posto que é identificada, processada, avaliada e, posteriormente, surge a reação. Desta forma, a reação emocional é uma decisão influenciada por um sentimento reativo contra o fato que causou a referida reação. A razão geralmente pouco interfere.

            Mais uma vez estamos diante do incrível e complexo sistema cerebral, que vinculado ao sistema nervoso, demonstra o quanto é poderoso o conhecimento sobre sua estrutura e seu funcionamento.  Não há conhecimento sobre tal tema.

            Sabe-se que, de acordo com a divisão científica definida para a estrutura do encéfalo, há partes responsáveis pela recepção das informações, bem como há partes responsáveis pela reação emocional, o chamado sistema límbico. No caso, o cérebro, como parte física do encéfalo, está dividido em três partes: a parte externa chamada de córtex (responsável pelas funções cognitivas e emocionais), a parte interna dividida em subcorticais (hipocampo, amigdala, tálamo...) e a massa branca (onde se concentram os neurônios) e a parte posterior (responsável pelo equilíbrio corporal).

            O cérebro se divide em lobos: lobo frontal (pensamento e planejamento); lobos occipitais (informação visual); lobos temporais (estímulos e memorização); lobos parietais (sensações do corpo). Mas, o que nos importa é a função cognitiva e executora da ação humana, pois nestas funções estão concentradas o recebimento da informação, o processamento das informações, a interpretação das informações e as ações humanas decorrentes. A ação humana é, pois, o resultado de um amplo e aceleradíssimo processo complexo. Após a informação a reação racional ou emocional é imediata, podendo haver a ação conseqüente ou não.
           
            Superada a fase de elucidação sobre a estrutura e o funcionamento da atividade encefálica (percepção dos fatos e informações; processamento das informações; e ação humana, racional ou emocional) direcionam-nos ao tema central que é o “conhecimento”.

  1. Conhecimento 
            O conhecimento foi objeto de conceituação por filósofos e cientistas, motivo pelo qual não há uma única apresentação do termo, ou mesmo do conteúdo de sua essência. O vocábulo, cuja origem é o latim, significa procurar saber ou conhecer. Mas, diante das fontes sobre o que significa, é preciso identificar a classificação entre as divisões aceitáveis: conhecimento filosófico, conhecimento empírico, conhecimento religioso e conhecimento científico. Existe ainda o senso comum, mas este se descarta por não conceder uma informação válida sobre algo.
Uma outra questão importante é o quanto valoramos um conhecimento, o que neste sentido pode causar a sua validação ou ceticismo.

            Em um sentido mais comum, o conhecimento é a capacidade de entender sobre algo. Exige um liame entre o sujeito e a informação no sentido geral (fato, objeto ou a informação específica). Portanto, é necessário que o sujeito interaja com o que vai ser a fonte de seu conhecimento (o objeto que ativará seus sentidos, ou seja, a informação em si), para que possa captar, processar, avaliar e agir.
  
2.1      O conhecimento filosófico
     
            Cronologicamente, é possível afirmar que o conhecimento filosófico tenha sido a primeira forma de expressão do conhecimento baseado em argumentos organizados pela capacidade intelectual. E assim sendo, estaria na Idade Antiga o início do conhecimento filosófico. Mas desde aquela época a verdade nunca foi o objetivo.

            O conhecimento filosófico é fruto da observação e das reflexões sobre os variados e indeterminados temas da vida e do Ser. Na Idade Antiga existiam aqueles que na participavam da prática política e nem tão pouco se limitavam as atividades do trabalho diário. Destinavam seu tempo e esforço na observação dos fatos políticos, das ações humanas, dos fenômenos naturais e das preocupações do cotidiano. Considera-se, portanto, uma forma legítima de conhecimento, tendo sido fundamental durante todo o desenvolvimento das sociedades ao longo da história.

  1. Conhecimento empírico

            Para esta forma de conhecimento todo ser humano é capaz de obter conhecimento através da experiência. Alguns filósofos do final da Idade Média, denominados empiristas, afirmavam que a experiência seria a melhor forma de conhecimento. Provavelmente estavam influenciados pela luta contra o conhecimento vociferado pelos membros da Igreja, que julgavam-se oradores do conhecimento divino e da verdade, sobre tudo e todos.

            Outro pensador muito presente neste tipo de conhecimento é Immanuel Kant. Para este filósofo há sim o conhecimento obtido por meio da experiência, o que inclusive o fez dissertar, na obra A Crítica da Razão Pura, sobre os limites do emprego da razão, na qual defendia a importância da experiência como forma de conhecimento, ao mesmo tempo que criticava a especulação.

            Da mesma forma, o conhecimento empírico também é uma forma de conhecimento, mas não possibilita a sua fundamentação e defesa irrefutável.

  1. Conhecimento Religioso

            Nesta forma de conhecimento há um diferencial significativo entre as demais formas, e isto desde o seu surgimento (seja o politeísmo ou o monoteísmo). Trata-se da “fé”. Devido a este elemento também racional, propriamente um produto da capacidade intelectual do ser humano, acredita-se de forma determinante em um ‘ente metafísico’, sendo este detentor de todo conhecimento sobre a vida e o ser humano. E para os defensores das doutrinas religiosas, estes conhecimentos são verdades inquestionáveis. No entanto, o que se tem de imediata evidência, é que havendo muitas verdades defendidas pelas diferentes religiões, não há uma que seja superior ou mais verdadeira. O real dependerá da crença.
            Mas, o que importa nesta forma de conhecimento, é a verdade aceita pela pessoa que exerce a sua fé, e isto basta. Não há, portanto, motivo para se basear em outras verdades, sejam elas de outras religiões, ou decorrentes de outros tipos de conhecimento, principalmente o científico, já que esta visa criticar e substituir  as crenças profetizadas pelos representantes de Deus. O início de toda forma de existência seria o núcleo central do grande debate entre tais conhecimentos.

  1. Conhecimento Científico

          Durante a passagem dos século XV ao XVIII ocorreu o que os historiadores chamam de Empirismo, estendendo-se posteriormente ao Iluminismo.

            O Empirismo, mesmo que considerando Aristóteles com um primeiro exemplo da Idade Clássica, surge no século XVII com René Descartes em sua obra “O discurso do método” e mais contundentemente  com John Locke, quando publica “Ensaio acerca do entendimento humano”. Trata-se do início do cientificismo.

            Para estes ensaístas literários, o conhecimento humano era puramente racional e os fundamentos das ideias baseavam-se nas experiências. Portanto, o conhecimento era fruto de métodos lógicos que expressavam uma tese comprovada. Dado o momento de seu surgimento na história, travou-se uma grande batalha de discursos entre os integrantes da Igreja ( enquanto os “escolhidos” para serem os reveladores das verdades que Deus anunciava) e os empiristas e racionalistas.

            Para estes filósofos e autores das regras do método experimental, a Igreja não expressa verdade alguma, e as ideias e os conhecimentos apreendidos pelos seres humanos eram  adquiridos por meio das práticas e das experiências sensoriais. Porém, uma verdade só o era quando comprovada por métodos experimentais, não por Deus.

            Assim, deu-se início às formulações teóricas estruturadas pelas experiências, que se desenvolveram ao ponto de formulares teses acerca dos fatos sociais (sociologia), da existência e movimento dos corpos (química e física), das culturas dos povos (antropologia), da ação da mente humana (psicologia e neurociência), da formação das formas de vida e suas características (arqueologia), além de outras formas científicas direcionadas ao estudo das formações rochosas, da flora e fauna, das vidas marinhas, dos agrupamentos urbanos entre diversos outros.

            Eis uma forma de conhecimento que atravessou séculos e hoje sustenta as necessidades humanas, desde os princípios fundamentais da vida, como também da saúde e do próprio futuro da humanidade. Apesar de também contestada, mantém forte como uma importante referência de análise e produção de conhecimento. 

Conclusão

            O objetivo deste texto foi apresentar de forma breve as principais informações sistematizadas sobre o “conhecimento”. Objetivou ainda demonstrar o quanto variável e complexo o tema se apresenta, apesar de tanto tempo decorrido ao longo do processo civilizatório. O conhecimento e a capacidade intelectual humana são matérias de estudos permanentes.

            Provavelmente, o mais relevante é admitir que o conhecimento é fundamental em nossas vidas, e que ele está presente desde o primeiro minuto da nossa existência, e que apesar da possível evidência aparente, a verdade ainda é uma questão de perspectiva e, consequentemente, relativa.

            O ser humano é produtor do conhecimento, um analista atemporal dos acontecimentos, mas ainda assim, a sua capacidade de pensar e criar, a partir de sua capacidade intelectual e racional,  é algo notavelmente indefinido e impreciso. Conhecer os fenômenos da vida, seja do passado, do futuro e do presente, e conhecer sobre a si mesmo, motivam as potencialidades humanas, para aprimorar a qualidade de vida e a superar os obstáculos que se apresentam. O ser humano é um ser complexo, mas a sua busca pelo conhecimento simplifica a vida coletiva. Talvez seja esta a grande tarefa de cada ser humano: viver, conhecer e tornar-se cada mais forte diante do imensurável mundo ainda desconhecido.

            Enfim, o conhecimento é a principal ferramenta para que seja possível promover o desenvolvimento individual de ser humano, na medida em que surgimos como uma folha em branco no primeiro sopro de vida.

            Todavia, a consciência é o guia de nossas ações, da qual as  nossas decisões são produzidas, ainda que influenciada por todo um processo de desenvolvimento ao longo da vida. Desde os temos mais remotos, tem-se definido o princípio da felicidade como o princípio mais importante de toda existência humana. A consciência individual, de cada ser humano, deveria estar baseada neste princípio.