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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Brasil: Desenvolvimento e Corrupção.

Por Aderlan Crespo, terça, 27 de Dezembro de 2011 às 16:29
DESAFIO AO BRASILEIRO:
Como entender o Brasil, isto é, suas características nacionais, diante de aspectos tão distorcidos e contraditórios?
-CGU constata desvios de até R$ 1,1 bilhão em 5 ministérios.26 de dezembro de 2011 • 07h28
- Brasil avança no ranking do IDH, mas alta desigualdade persiste. Embora o Brasil tenha aumentado ligeiramente seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) neste ano e subido uma posição no ranking global do indicador, o país mostrou resultados piores quando considerada a desigualdade social e a de gênero, segundo o Relatório de Desenvolvimento de 2011.O desempenho fez o país ultrapassar a nação caribenha de São Vicente e Granadinas e alcançar a 84ª posição entre 187 países.
-PIB do Brasil ultrapassa o do Reino Unido e país se torna 6ª economia do mundo.
O Brasil conquistará o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, de acordo com pesquisa publicada pelos principais jornais britânicos nesta segunda-feira.
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Notória é a condição de rumo crescente das finanças nacionais, mesmo com a presença da crise econômica internacional. As adversidades estrangeiras batem à porta, como convidado inoportuno, desejando envolver o mundo nas tormentosas falências do mercado financeiro, da capacidade de exportação, de importação e de produção, e certamente da estabilidade do trabalho das famílias, que assistem com perplexidade as notícias apocalípticas dos seus países prepotentes.
Mas, no caso do Brasil, o que impressiona são os novos ares que respiramos, como se estivesse totalmente puro e livre de toda e qualquer bactéria infecciosa.
Não há dúvidas que precisamos de otimismo, bem como de participar do projeto nacional, pois ganharemos todos hoje e no futuro.
No entanto, não podemos fechar permitir que questões seja "naturalizadas" ou "aceitas" como se fossem parte do processo ou da história imutável. Desta forma, será preciso incluir os mais pobres, os que não acreditam um dia sentar nos bancos universitários, ter dinheiro para comer todos os dias. E ainda, precisamos exigir providências sobre este grande montante desviado ano a ano neste país, como se os parlamentares fossem autorizados por nós. Não são autorizados não! E não devemos ignorá-los.
Da mesma forma, não podemos admitir que o sistema de justiça seja aplicado como se fosse o justo ou o divino. Pior, como se as pessoas que praticam furto, venda de drogas, ou até mesmo o roubo, sejam "do mal", "de personalidades desviadas", e que a pena de prisão é o que merecem, porque erraram...Não! Não pode ser somente isto! É preciso sim problematizar e desvendar o que o senso comum e os discursos burgueses, além da mídia sensacionalista e dependente dos fatos violentos, plantam na população. Sejamos mais do que recepcionadores da prática punitiva e seletiva, como se apenas alguns merecessem a clausura. De fato, seja pela vertente cristã (Jesus em nenhum momento pregou a justiça pelo mal da pena ou da violência), política (No Estado de Direito é preciso considerar as deficiências do próprio Estado de atender as demandas sociais dos mais vulneráveis, e que são os mais atingindos pela pena de prisão) ou jurídica (a lei prevê a ressocialização através de várias medidas ao preso e a família), a trajetória é, pelo menos, a da efetivação da igualdade, já que a fraternidade é um discurso pouco praticado, salvo nos lampejos assistencialistas de algumas pessoas no Natal ou no dias das crianças...ou, quem sabe, do Papai Noel.